quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Processo fotográfico ao contrário

Terceira ponte fine art
Foto | Erik Coser

Hoje vou contar um pouco do meu processo fotográfico. Pode parecer anormal a maneira como abordo a minha fotografia, principalmente, nos dias atuais no qual prevalece a fotografia digital em que o instante registrado esvai-se nos bits e megapixels do arquivo digital.

Particularmente, a minha maior atenção é com a impressão das fotos. Costumo dizer que fotografo ao contrário, ou seja, eu penso no final, na impressão, para depois pensar no que eu vou fotografar. Podemos ver esta forma de trabalhar na literatura quando o escritor escreve no primeiro capítulo o final de obra.

Assim, a minha primeira decisão será qual papel fotográfico dará suporte ao meu trabalho. Isso mesmo, eu procuro os perfis de papéis fotográficos fine art para saber o que eles podem oferecer-me: brilho, textura, temperatura, cor, tonalidade, suavidade etc.

Desde que montei o meu laboratório, eu passei a experimentar os diversos tipos de papéis fotográficos fine art disponíveis no mercado. Com isso, pude verificar o que cada papel pode fazer com as imagens que fotografo. Isto custou-me um bom tempo de experimentação, muita tinta e muitos papéis. Mas foi ótimo, pois descobri muita coisa legal. Aprendi muito e continuo ainda aprendendo, pois a cada dia consigo encontrar novas mídias.

Em especial, na imagem deste artigo, eu queria imprimir no papel baritado da Hahnemühle, para conseguir uma imagem em preto e branco brilhoso, com meios tons “saltando aos olhos”, brancos e pretos estourados, mas sem que estes últimos ficassem tão exagerados. Ao mesmo tempo, eu queria uma imagem de movimento. Não pensei duas vezes, a imagem já estava sendo formada na minha mente quando visualizei a Terceira Ponte, em Vitória ES. Eu sabia que se eu fizesse um boa composição, mais a técnica da longa exposição, obteria o brilho e o movimento imaginado.

papel baritado Hahnemühle
foto | Erik Coser


Então, é assim que abordo a minha fotografia fine art na maior parte das vezes. Eu penso primeiro na mídia final que dará suporte ao meu trabalho. Depois que isto é decidido, eu vou ao campo fotografar. No final de tudo e não menos importante, vem a decisão de como vou conservar o trabalho e expor aos compradores.

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