segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Arte na Capa com Emerson Rauth

Arte na Capa - Emerson Rauth


























Está no ar mais um Arte na Capa com o desenhista e artista Emerson Rauth. Ele nos contou sobre o seu começo no mundo dos desenhos e ainda como o seu estilo de vida é inserido em seus trabalhos. Não deixe de fazer a inscrição para o sorteio da caderneta.

Sorteio - Ganhador: Rafael Jackson





Entrevista


Fale um pouco de quando tomou conhecimento pelo mundo das artes e começou a desenhar?


Todo mundo quando é criança adora desenhar e poucos carregam este fabuloso hábito para sua vida profissional. Como já dizia Pablo Picasso: “Toda criança é um artista. O problema é o como manter-se artista depois de crescido”. Sempre fui aquele cara que fazia alguns rabiscos no final do caderno, desenhar era apenas um hobbie, nunca imaginei que o desenho viesse a ser mais tarde minha profissão. Para aprimorar meus desenhos buscava referências em livros e história em quadrinhos. Na minha época, final dos anos 80, não existia ainda tanta informação a respeito... internet nem pensar rsrsrs... Sendo assim lá estava eu cursando o primeiro ano de Fisioterapia, e foi no segundo ano de curso que esta brincadeira acabou me rendendo alguns trocados, quando um cliente me procurou através de um amigo e encomendou alguns desenhos para estampas de camisetas. Foi aí que eu tive a certeza de qual seria a minha profissão para o resto da vida. “Larguei a faculdade de fisioterapia para me dedicar ao mundo das artes.”

Cheerleaders


Você trabalha com criação para indústrias têxteis, multimarcas, como funciona o seu processo de criação? Você costuma ficar ligado nas tendências da moda (no caso as estampas)?

Comecei trabalhando para algumas marcas de surf e skate da minha região, depois fiquei alguns anos somente no mercado editorial trabalhando como ilustrador e quadrinhista, também colaborava em alguns projetos gráficos. Mais tarde retornei ao têxtil, e para aprender ainda mais sobre este mercado, decidi mudar-me para Jaraguá do Sul – SC, onde moro até hoje. Nesta cidade estão algumas das principais e maiores empresas têxteis do Brasil. Após 7 anos de trabalhos divididos em 4 grandes empresas de Jaraguá, senti que era hora de seguir carreira solo podendo assim ter a total liberdade de expressar minha arte junto ao meu público para poder continuar evoluindo na minha profissão. Atualmente sou Artista Freelancer, independente e me dedico com maior exclusividade a uma grande marca de skate do sul do país.


Universo Paralelo


Qualquer trabalho meu começa no lápis, no sketchbook, no manual. Depois dependendo da proposta do cliente é que vou finalizar no digital ou até mesmo passar à limpo o esbouço e entregar uma arte original em qualquer superfície (papel, canvas, madeira, etc). No têxtil, se a arte for impressa em estamparia normal, procuro separar as cores da estampa e deixar na quantidade de cor que o cliente pediu. No caso de estamparia digital, aí você pode mandar ver com quantas cores quiser e deixar a arte como uma imagem única e entregar ao cliente.

Moda... Apesar de fazer parte da minha vida profissional, não me envolvo muito com a moda, procuro saber somente o necessário para que possa fazer um bom trabalho ao cliente. Ou você é estilista ou desenhista, rsrsrsrs, complicado ser os dois ao mesmo tempo. Ambos requerem muita dedicação e muita sensibilidade. Na maioria das vezes meu cliente já vem com uma pesquisa sobre as tendências que estão rolando. Uma coisa que ajuda também para criar estampas descoladas, vamos dizer assim, é ficar de olho nos jovens e também estar-se jovem no seu interior. Enfim, estar na moda é ser você mesmo sem se preocupar com o que os outros vão pensar... Escolha um estilo, uma roupa que você se sente bem e pronto você está na moda! O autoconhecimento é o primeiro passo para você estar na moda!


Skull e O Mensageiro


Você produz muitos dos seus trabalhos com Aquarela, como consegue inseri-la no meio digital, sem perder a essência da técnica manual?

Tive a oportunidade de cursar aquarela no início da minha carreira no maravilhoso Atelier de Arte Alfredo Andersen, no Museu Alfredo Andersen em Curitiba, PR. Existe uma diferença em “aquarela acadêmica” e a “aquarela como forma de técnica de pintura”. Hoje em dia as pessoas utilizam bastante esta técnica para colorir seus desenhos. Desta forma não tem segredo algum, basta mandar ver na tinta, utilizar um bom material e fazer algo que encha os olhos. Agora como obra de arte, a aquarela vai muito além do que uma simples mancha. Para inserir um trabalho destes no meio digital você vai precisar de um scanner de primeira qualidade para não perder nenhum detalhe. Aliás, estou precisando de um urgente! rsrsrsrs

Você tem o Surf e Skate como estilo de vida, de alguma forma você consegue transferir isso para o seu trabalho? 

É muito gratificante ter os esportes que mais gosto também como forma de trabalho. Neste caso tudo flui com naturalidade, pois você já respira tudo isso e conhece este universo. E a paixão por estes esportes me fazem desenhar para eles com muita inspiração.

Emerson Rauth Skate


Em que você se inspirou para fazer a capa e qual a técnica utilizada?

Eu tinha várias ilustrações prontas em que poderia estar colaborando com vocês, mas para honrar com este convite maravilhoso do Arte na Capa Cadernorama, resolvi criar algo novo e exclusivo do universo do surf. Apostei nos tons de cinza com lápis deixando bem no estilo esbouço mesmo e a pintura eu fiz digitalmente com uma pitadinha de aquarela. Espero que gostem!

Obrigado ao grande artista Saulo Dias e a toda a equipe do Cadernorama pela oportunidade. Que Deus ilumine cada vez mais este lindo trabalho que vocês fazem!

Boas Ondas,
Emerson Rauth

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